Espaço Mulher >> O que é LER?


As LER (Lesões por Esforços Repetitivos) ou os Dort (Distúrbios Ósteo Musculares Relacionados ao Trabalho), como são conhecidos agora no Brasil, são a segunda causa de afastamento do trabalho, de acordo com informações do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

As LER ou Dort são conhecidas como ‘doenças do trabalho’ e têm em comum o fato de ser incapacitantes.  Entre as doenças classificadas como lesões por esforços repetitivos estão
algumas de nomes bastante conhecidos (outras nem tanto), como as tendinites, bursites, síndrome do ombro doloroso, tenossinovites, cisto sinovial, doença de Quervain entre outras.

A infecção atinge principalmente os tendões, músculos, sinovias, nervos, ligamentos, além de poder causar ou não a degeneração de tecidos. Os membros superiores, região escapular e o pescoço são as partes do corpo mais atingidas pela doença. Não há discriminação entre homens e mulheres e nem faixa etária.

A doença tem quatro graus e em estágios mais avançados é praticamente irreversível, tornando a pessoa incapacitada para atividades simples do dia-a-dia, como comer ou pentear os cabelos.

Costureiras (os) entre outros profissionais são as principais vítimas da LER e tanto os funcionários (as) como as empresas precisam se conscientizar da gravidade da doença e tomar as devidas medidas para a prevenção.

As LER ou Dort são doenças sérias que podem não somente provocar a aposentadoria de uma pessoa ainda jovem, como também incapacitar para o resto da vida.

Os principais sintomas são:
• Dores fortes
• Diminuição da força muscular
• Formigamento
• Sensação de peso nos ombros e perda de controle dos movimentos

PREVENÇÃO – Postura inadequada e esforços repetitivos são as principais causas das lesões. Muitas vezes as pessoas ficam em posições erradas estando em pé ou sentadas. Os pés devem se manter apoiados no chão, a cabeça ou a coluna não devem ficar nem pra frente e nem para trás. O encosto da cadeira deve manter a coluna lombar apoiada.

A altura da cadeira deve ser regulada em relação à mesa, o correto é que o cotovelo forme um ângulo de 90º na horizontal. Uma outra recomendação é que seja feita uma pausa a cada 50
minutos de trabalho para alongamentos, a famosa ‘espreguiçada’.

Praticar exercícios físicos também  é fundamental para evitar as lesões. Atualmente já existem leis que obrigam as empresas a ter equipamentos e acessórios especiais, além de oferecer atividades físicas durante o turno de trabalho. Se empregados e empregadores batalharem juntos é possível diminuir também os gastos com licenças médicas e até indenizações trabalhistas.

A costureira Cássia (nome fictício) já passou por três cirurgias nos punhos devido à doença. Funcionária de confecção há mais de 20 anos, começou a sentir dores nos últimos cinco anos e
teve que ser transferida de setor. “Só fui realmente perceber a gravidade do problema quando, mesmo sendo transferida, as dores não passaram.
Quando percebi já era tarde. Nesse tempo todo já foram três cirurgias em cada mão e aposentadoria por invalidez. O dinheiro da aposentadoria não dá para quase nada. Além disso, não posso varrer, lavar a louça e tem dias em que não consigo nem segurar o garfo e a faca para comer. A sensação de incapacidade é horrível”, relata.

Espaço Mulher: miriam_modestoimprensa@costureirassp.org.br

   
Autor: Miriam Modesto
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